Os vegetais verdes que usamos para preparar as nossas saladas são, na sua maioria, umas coisinhas frágeis e peniquentas que se estragam no frigorífico ao fim de 3 dias e dão uma trabalheira a preparar de todas as vezes que queremos uma taça de salada.
Podemos comprar daquelas embalagens que já trazem uma mistura de folhas cortadas e lavadas mas infelizmente a qualidade dos vegetais dentro desses mixes deixa muito da desejar e não é raro haverem folhas murchas e pegajosas a darem o ar de sua graça.
A solução mais práctica é comprar vários tipos de alface, rúcula, agrião e fazer o teu próprio preparado em casa. Fazendo em grande quantidade só tens o trabalho uma vez e tens salada fresquinha toda a semana.
Começa por rasgar as folhas das alfaces. Rasgar, nunca cortar com uma faca. Se usarmos a faca vamos cortar as células da folha permitindo que esta comece a ficar escura e mole nas pontinhas... se rasgarmos as células separam-se mantendo-se intactas.
Agora vem a parte da lavagem que não só é importante por uma questão higiénica mas para re-hidratar as folhinhas.
Lava loiça cheio de água bem fria e folhas de molho durante 20 minutos. Deixar escorrer durante 5 minutos e depois chegamos a uma parte importante do processo.
Se não tens um escorredor de alface, daqueles que anda à roda, arranja um (são baratinhos e fazem uma enorme diferença).
Depois de escorrida espalha a salada em papel de cozinha e enrola sem apertar. O papel de cozinha vai tratar de qualquer humidade extra que possa querer fazer estragos.
Os verdes estragam-se com facilidade porque mesmo depois de apanhados continuam a fazer a sua vidinha, continuam a respirar, a libertar dióxido de carbono... para que parem temos de os forçar a entrar numa espécie de hibernação. Para isso temos de os guardar num sitio frio e com a menor quantidade de ar possível.
A forma mais fácil de fazer isto é fechar o rolo de papel com a salada lá no meio a vácuo, mas para quem não tem uma daquelas máquinas fantabulásticas um saco com fecho e um palhinha também servem. Fecha o saco mesmo quase até ao fim, mete a palhinha no pedacinho que está aberto, chupa o ar e fecha de seguida.
Guarda os sacos no frigorífico e vai usando ao longo da semana.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Ovos mexidos
Como é que um prato tão simples pode precisar de receita?
Mas afinal não é só bater os ovos e despejar para a frigideira?
Mas e quando ficam secos?
E quando ficam esfarelados?
E quando ficam os ovinhos, até com bom aspecto mas em cima de um poça de um liquido estranho?
Mas e quando pegamos em dois ovos, confiantes que são um bom pequeno almoço e eles diminuem de tal maneira que nem dão para uma boca bem cheia?
Há 5 segredos para um prato de ovos mexidos fofinhos e saborosos.
Número 1 - Usa um bocadinho de manteiga na frigideira. A manteiga acentua o sabor dos ovos.
Número 2 - Juntar uma colher de leite por cada ovo. Dá um pouco de volume extra e uma textura mais aveludada.
Número 3 - Sal e pimenta mesmo antes de tirar os ovos da frigideira. O sal faz com que os ovos fiquem mais duros.
Número 4 - Não é preciso bater os ovos como se nos tivessem feito mal. Temos apenas de misturar as claras e as gemas, não temos de obter uma mistura perfeitamente homogénea.
Número 5 (e esta é a mais importante) - os ovos mexidos devem ser cozinhados primeiro em lume brando e quando se começam a formar os primeiros coagulos em lume médio. O calor extremo durante muito tempo faz com que os ovos libertem toda a sua água sob a forma de uma aguadilha desagradável.
Como os ovos são constituídos maioritariamente de proteína os ovos coagulam quando cozinham formando uma espécie de rede 3D que aprisiona a água, tornando-os tenrinhos e apetitosos... mas se a temperatura for muito elevada esta rede fica tão apertada que faz o efeito contrário: expulsa a humidade como se estivéssemos a espremer uma esponja.
Há mais uma coisa que temos de ter em atenção. Os ovos vão continuar a cozinhar mesmo depois de terem sido servidos no prato por isso devem ser tirados da frigideira quando ainda estão com aspecto de mal-passados. A temperatura dos próprios ovos acabará de os cozinhar.
O ovo - como cozer?
Dica útil: se vais cozer os ovos mete um elástico à volta da embalagem de cartão para não se abrir e guarda-os de lado durante pelo menos 12 horas. Assim a gema ficará perfeitamente centrada no ovo cozido e não de esguelha.
Ah... e se por acaso guardares os ovos cozidos juntamente com os ovos fresco na mesma caixa e já não souberes quais já visitaram o fogão a solução é simples.
Mete o ovo em cima da mesa e roda-o, como um peão, agora para o seu movimento e observa. Se o ovo se mantiver imóvel, está cozido. Se o ovo re-iniciar o movimento (mais uma moedinha, mais uma viagem!) então é um ovo cru.
Cozer ovos é simples... a única parte complicada é não os cozer demais para que não fiquem com aquele alo esverdeado em torno da gema.
Numa panela mete água suficiente para cobrir os ovos totalmente. Junta uma colher de chá de sal (o sal ajuda a tapar pequenas fissuras na casca) e espera que ferva.
Assim que a água estiver a ferver desliga o lume e tapa a panela.
A partir deste momento o tempo que esperares até mergulhares os ovos em água fria determina o quão cozidos ficarão:
2 minutos - ovos mal cozidos, gema totalmente líquida
3 minutos - ovos mal cozidos, gema líquida excepto nas extremidades
5 minutos - ovos cozidos, gema parcialmente cozida
7 minutos - ovos bem cozidos
O ovo - como armazenar?
Ovos à temperatura ambiente envelhecem mais num dia do que os ovos no frigorífico numa semana.
A melhor embalagem para armazenar os ovos é aquela em que os compraste.
Guarda os ovos na parte de trás do frigorífico, afasta-os da porta para que não apanhem ar quente de cada vez que a abres para ver o que há para o jantar.
A melhor embalagem para armazenar os ovos é aquela em que os compraste.
Guarda os ovos na parte de trás do frigorífico, afasta-os da porta para que não apanhem ar quente de cada vez que a abres para ver o que há para o jantar.
O ovo - como saber se está fresco?
A primeira pergunta que me ocorre quando pego num ovo é " será que é fresco?".
Não estou a falar em ovos acabadinhos de sair do ... da cloaca da galinha nem de ovos podres... quando um ovo está estragado, quero dizer.... realmente estragado, não há forma de não saber a não ser que estejamos totalmente desprovidos de olfacto.
Estou a falar de saber a diferença entre um ovo com uma semana, que te vai permitir fazer um bonito ovo estrelado sem que que a gema se quebre e se espalhe frigideira fora ou um ovo com 3 semanas a que já falta integridade de clara para suportar a frágil gema e se transforma rápidamente em ovos mexidos.
Há uma forma muito fácil de saber. Agita o ovo em frente a uma lâmpada forte, se vires uma sombra a flutuar de um lado para o outro isso é a gema, movendo-se livremente por uma clara que já viu melhor dias.
Outra forma é mergulhar o ovo numa taça com água fria. Se o ovo se afundar, é fresco.. quanto mais flutuar menos fresco é. Isto acontece porque cada ovo tem uma bolsa de ar que aumenta com a passagem do tempo... e quanto maior a bolsa de ar maior o "colete salva-vidas" do ovinho.
Não estou a falar em ovos acabadinhos de sair do ... da cloaca da galinha nem de ovos podres... quando um ovo está estragado, quero dizer.... realmente estragado, não há forma de não saber a não ser que estejamos totalmente desprovidos de olfacto.
Estou a falar de saber a diferença entre um ovo com uma semana, que te vai permitir fazer um bonito ovo estrelado sem que que a gema se quebre e se espalhe frigideira fora ou um ovo com 3 semanas a que já falta integridade de clara para suportar a frágil gema e se transforma rápidamente em ovos mexidos.
Há uma forma muito fácil de saber. Agita o ovo em frente a uma lâmpada forte, se vires uma sombra a flutuar de um lado para o outro isso é a gema, movendo-se livremente por uma clara que já viu melhor dias.
Outra forma é mergulhar o ovo numa taça com água fria. Se o ovo se afundar, é fresco.. quanto mais flutuar menos fresco é. Isto acontece porque cada ovo tem uma bolsa de ar que aumenta com a passagem do tempo... e quanto maior a bolsa de ar maior o "colete salva-vidas" do ovinho.
Porquê?
Eu adoro cozinhar. Amo de paixão... cortar tudo aos bocadinhos, juntar isto, aquilo e aqueloutro, sentir o cheirinho bom que voa da panela em direcção ao meu nariz... mas a maior parte das receitas que encontro por aí não me satisfazem.
Detesto comprar um livro de cozinha, seguir os passinhos todos, acertar as quantidades, cozer durante 12,5 minutos e no final acabar com um prato que nada tem a ver com a linda fotografia do livro em questão.
Eu quero receitas que são mais que um conjunto de passos a seguir.. quero perceber o que se passa, quero perceber porque junto 2 ovos e uma clara e não 3 ovos inteiros.
Eu quero saber o porquê!!!
Detesto comprar um livro de cozinha, seguir os passinhos todos, acertar as quantidades, cozer durante 12,5 minutos e no final acabar com um prato que nada tem a ver com a linda fotografia do livro em questão.
Eu quero receitas que são mais que um conjunto de passos a seguir.. quero perceber o que se passa, quero perceber porque junto 2 ovos e uma clara e não 3 ovos inteiros.
Eu quero saber o porquê!!!
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